quarta-feira, 17 de abril de 2019

EXERCÍCIOS PARA AV1 - SISTEMAS OPERACIONAIS

EXERCÍCIO 1: https://docs.google.com/document/d/1V1-0CVsCkIEdUFA-bwMjpFTtHXldKm2Guodd2gfPG1s/edit?usp=sharing

EXERCÍCIO 2:https://drive.google.com/open?id=18iKAWlhJk0wbipiOQqt9WifLGVqDa4-p


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

LABORATÓRIO 1 - SISTEMAS OPERACIONAIS

ATIVIDADE DE LABORATÓRIO 1 LABORATÓRIO DE SISTEMAS OPERACIONAIS 

1) Comandos do DOS

2) Abra o windows no modo prompt de comando. - Digitando CMD 

3) Veja o conteúdo das pastas no diretório atual. 

4) limpe a tela.


Conforme visto em sala, veja o conceito de processamento em lote ( Batch). 

5) Abra o editor de textos e crie um job em lote. Digite os seguintes comandos:


@echo off 
vol >tmpvol.tmp 
find "volume" tmpvol.tmp /i >nul 
if errorlevel 0 if errorlevel 1 goto english 
echo. 
echo Seu Windows é em Português 
goto fim 
:english 
echo. 
echo Your Windows is in Englishgoto fim 
:fim 
del tmpvol.tmp 


Salve seu documento com o nome: verifica.bat - depois execute-o no modo de comando. 


6) Em documentos, crie uma pasta com o seu nome e adicione um arquivo word

7) Em documentos, crie uma pasta chamada backup

8) Faça um .BAT que copia o conteúdo da pasta com o seu nome para a pasta backup.

9) apague a pasta com o seu nome e saia do interpretador de comandos.



10)Execute os seguintes comandos e analise a sua utilidade
1) IPCONFIG  e IPCONFIG /FLUSHDNS
2) PING "SITE""
3) TRACERT "SITE"
4) NETSTAT
5) TREE


LISTA DE COMANDOS:
DIR: – Listando arquivos e pastas
COPY: – Copiar arquivos
MOVE: Mover arquivos ou renomear pastas
MD:– Criar uma Nova pasta
CD: Entrar em uma pasta
CD..: Retornar para a pasta anterior
RD:  Remover pastas
Erase: Deletar arquivos
del:  Deletar arquivos
ren: Renomear arquivos (EX: ren imagem.jpg foto.jpg)
TIME:  O comando time permite acertar a hora e o comando date permite corrigir a data.
Bootcfg: Permite ver as configurações do seu menu de boot
Defrag: Desfragmentador de disco.
Diskpart: Gerencia as partições de um disco.
Driverquery: Mostra a lista de drivers instalados no Windows e as respectivas propriedades.
Fsutil: O comando fsutil tem vários complementos que serão listados digitando-o sem nenhum parâmetro. Digite fsutil fsingo drives e terá a lista dos drives no seu micro.(executar o cmd como administrador)
Gepresult: Este comando mostrará configurações de usuários e de diretivas de grupos.
Recover: Permite a recuperação de arquvios em disco danificado.
Reg: Comando para exportar chaves do registro, copiar, restaurar, comparar, etc.
Schtasks: Para agendar, executar, alterar ou deletar tarefas numa máquina local ou remota com Windows.
SFC: Comando que permite verificar arquivos de sistemas alterados de forma indevida e recuperar os arquivos originais e oficiais da Microsoft., o que nem sempre será recomendável. Por exemplo, o arquivo uxtheme.dll modificado para permitir o uso de temas voltaria a ser substituído pelo original.
Shutdown: O comando shutdown permite desligar ou reiniciar o computador de forma imediata ou agendada.
Systeminfo: Fornece informações básicas sobre o sistema.
Tasklist: Mostra a lista de processos sendo executados no Windows.
Taskkill: Permite finalizar algum processo. O comando é quase sempre usado com base nas informações fornecidas pelo tasklist. Por exemplo, para finalizar o Messenger digite “taskkill /PID 1680”. A identificação do PID de cada processo sendo executado você ficará sabendo com o comando tasklist.
ASSOC: Exibe ou modifica associações de extensões de arquivo.
AT: Agenda comandos e programas para serem executados em um computador.
ATTRIB: Exibe ou altera atributos de arquivos.
BOOTCFG: Mostra o boot.ini no prompt de comando
BREAK: Define ou limpa a verificação estendida CTRL+C.
CACLS: Exibe ou modifica listas de controle de acesso (ACLs) de arquivos.
CALL: Chama um programa em lotes a partir de outro.
CHCP: Exibe ou define o número da página de código ativa.
CHKDSK: Verifica um disco e exibe um relatório de status.
CHKNTFS: Exibe ou modifica a verificação do disco na inicialização.
CLS: Limpa a tela
CMD: Abre uma outra janela de prompt.
COLOR: Define as cores padrão de primeiro plano e do plano de fundo do console
COMP: Compara o conteúdo de dois arquivos ou grupos de arquivos.
COMPACT: Exibe ou altera a compactação de arquivos.
CONVERT: Converte volumes FAT em NTFS.
COPY: Copia um ou mais arquivos para outro local.
DATE: Mostra a data atual e permite alterá-la.
DISKCOMP: Compara o conteúdo de dois disquetes.
DISKCOPY: Copia o conteúdo de um disquete para outro.
DISKPART: Faz particionamento de disco
DOSKEY: Edita linhas de comando, volta a chamar comandos do Windows e cria macros.
ECHO: Exibe mensagens ou ativa ou desativa o eco de comandos.
ENDLOCAL: Encerra a localização de alterações de ambiente em um arquivo em lotes.
EXIT: Sai do programa CMD.EXE (interpretador de comandos).
FC: Compara dois arquivos ou grupos de arquivos e exibe as diferenças entre eles.
FIND: Procura uma seqüência de texto em um arquivo ou arquivos.
FINDSTR: Procura seqüências de texto em arquivos.
FOR: Executa um determinado comando para cada arquivo em um grupo de arquivos.
FORMAT: Formata um disco rígido ou disquete.
FTYPE: Exibe ou modifica os tipos de arquivo utilizados em associações de extensões de arquivos.
GOTO: Direciona o interpretador de comandos do Windows para uma linha identificada em um programa em lotes.
GRAFTABL: Permite que o Windows exiba um conjunto de caracteres estendidos em modo gráfico.
HELP: Fornece informações de ajuda sobre comandos do Windows.
HOSTNAME: Dá o nome do host
IF: Realiza processamento condicional em arquivos em lotes.
IPCONFIG: Mostra detalhes das configurações de IP
LABEL: Cria, altera ou exclui o rótulo de volume de um disco.
MODE: Configura um dispositivo do sistema.
MORE: Exibe a saída fazendo pausa a cada tela.
MOVE: Move um ou mais arquivos de uma pasta para outra pasta.
PAGEFILECONFIG: Configura memória virtual
PATH: Exibe ou define um caminho de pesquisa para arquivos executáveis.
PAUSE: Suspende o processamento de um arquivo em lotes e exibe uma mensagem.
PING: Checa sua conexão de rede disponível
POPD: Restaura o valor anterior da pasta atual salva por PUSHD.
PRINT: Imprime um arquivo de texto.
PROMPT: Altera o prompt de comando do Windows.
PUSHD: Salva a pasta atual e, em seguida, altera a mesma.
REM: Grava comentários (observações) em arquivos em lotes.
REPLACE: Substitui arquivos.
ROUT: Mostra detalhes do parâmetro da interface de rede
SCHTASKS: Agenda e executa algum processo
SET: Exibe, define ou remove variáveis de ambiente do Windows.
SETLOCAL: Inicia a localização de alterações de ambiente em um arquivo em lotes.
SHIFT: Altera a posição dos parâmetros substituíveis em um arquivo em lotes.
SORT: Classifica a entrada.
START: Inicia uma janela separada para executar um programa ou comando especificado.
SUBST: Associa um caminho a uma letra de unidade.
TITLE: Define o título da janela para uma sessão do CMD.EXE.
TREE: Exibe graficamente a estrutura de pastas de uma unidade ou caminho.
TYPE: Exibe o conteúdo de um arquivo de texto.
VER: Mostra a versão do Windows.
VERIFY: Faz com que o Windows verifique se os arquivos estão gravados corretamente em um disco.
VOL: Exibe um rótulo e número de série de volume de disco.
XCOPY: Copia diretórios com seus subdiretórios.

echo 
cls
echo “SCRIPT .BAT para realizar backup”
pause
cd\Users\gerhard.oliveira\Documents\gerhard

copy * C:\Users\gerhard.oliveira\Documents\backup_gerhard
pause
echo “Abrir calculadora”
start calc.exe

pause

...........................
  • ECHO OFF: Oculta o código executado.
  • CLS: Limpa a tela do console.
  • ECHO: Exibe o texto “SCRIPT .BAT para Realizar Backup”.
  • PAUSE: Pausa execução e apresenta: “Pressione qualquer tecla para continuar”.
  • cd\docume~1\%username%\documentos: Acessa o diretório onde será realizado backup.
  • copy* d:\ Arquivos_Backup: Copia todos(*) os arquivos do diretório documentos para o diretório Arquivos_Backup na partição d:.
  • ECHO: Exibe o texto ”Abrir Calculadora“.
  • start calc.exe: Inicia a calculadora.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

link para exercício

https://goo.gl/forms/IILvnL6cQBg752jq2

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Sistemas Operacionais - Gerência de Memória

Sistemas Operacionais
Gerência de Memória
9 – Gerência de Memória
9.1 – Introdução
  • Na memória principal residem os programas em execução.
  • Memória secundária são mecanismos de armazenamento permanente, são mais abundantes e baratas.
  • Para um programa ser executado deve ser carregado na memória principal.
  • Gerenciamento complexo em sistemas multiprogramáveis com múltiplos usuários utilizando-a eficientemente.

9.2 – Alocação Contígua Simples
  • Implementada nos primeiros Sistemas Operacionais e ainda existentes em alguns sistemas monoprogramáveis.
  • Memória dividida em duas partes, Sistema Operacional e programa do usuário.
  • O programador tem controle sobre toda a memória principal, podendo acessar qualquer posição da memória, inclusive onde está residente o Sistema Operacional.
  • Um mecanismo de proteção utilizado é delimitar a área do Sistema Operacional que delimita a área do mesmo.
  • Fácil implementação e código reduzido, porém Ineficiência no uso do processador e da memória pois apenas um usuário pode dispor desse recurso.
  • Programas limitados ao tamanho da memória disponível.
  • Overlay (sobreposição) – Solução encontrada para dividir o programa em partes (módulos), de forma que pudessem executar independentemente uma da outra, utilizando uma mesma área de memória.
  • A definição das áreas de Overlay são de responsabilidade do programador através de comandos específicos da linguagem utilizada.

9.3 – Alocação Particionada
  • A eficiência da multiprogramação exige que vários programas estejam na memória ao mesmo tempo, vindo a necessidade de organização da memória.

9.3.1 – Alocação Particionada Estática:
  • Divisão da memória em tamanhos fixos (partições) definidos na inicialização do Sistema em função dos programas que executariam no ambiente.
  • A alteração do tamanho de uma partição necessita a inicialização do Sistema Operacional.
  • Os programas só podiam executar em uma das partições, mesmo com outras disponíveis.
  • Limitações impostas pelos compiladores e montadores que geravam apenas códigos absolutos.
  • Posteriormente, evolução dos compiladores, linkers e loaders com geração de código realocável, sendo que os programas puderam ser carregados em qualquer partição (alocação particionada estática realocável).
  • Surgimento da tabela de partições com informações de tamanho, uso e delimitações.
  • Proteção da memória através de dois registradores, início e fim da partição.
  • Os programas não preenchiam totalmente as partições onde eram carregados.
  • Problemas de fragmentação.

9.3.2 – Alocação Particionada Dinâmica
  • Aumento do grau de compartilhamento diminuindo o problema da fragmentação.
  • Partições sem tamanho fixo, onde cada programa utiliza o espaço que necessita.
  • Existe ainda o problema de fragmentação, conforme os programas vão terminando e deixando espaços cada vez menores.
  • Soluções para resolver o problema de fragmentação:
    • Primeira – Reunir os espaços adjacentes, produzindo um único espaço de tamanho maior.
    • Segunda – Realocação de todas as partições ocupadas, eliminando todos os espaços entre elas (alocação dinâmica com realocação), porém, aumentando a complexibilidade do algoritmo e consumindo mais recursos do sistema.

9.3.3 – Estratégias para Escolha da Partição
  • Função para determinar em qual partição livre um programa será carregado para execução.
  • Função de evitar, ou diminuir, o problema da fragmentação antes que ele ocorra.
  • O tamanho do programa é o fator mais importante para a adoção da melhor estratégia.
  • Best-fit:
    • Escolhe a melhor partição, ou seja, aquela que o programa deixa o menor espaço sem utilização.
    • Lista de áreas livres alocada por tamanho, diminuindo o tempo de busca
    • Desvantagem de deixar pequenas áreas não contíguas, aumentando o problema da fragmentação.
  • Worst-fit:
    • Escolhe a pior partição, ou seja, aquela que o programa deixa o maior espaço sem utilização.
    • Diminui o problema de fragmentação, deixando espaços livres maiores que permitem a um maior número de programas utilizar a memória.
  • First-fit:
    • Escolhe a primeira partição livre de tamanho suficiente para carregar o programa
    • Lista de áreas livres ordenada por endereços crescentemente.
    • Grande chance de se obter uma grande partição livre nos endereços de memórias mais altos.
    • Mais rápida e consome menos recursos do sistema.

9.4 – Swapping
  • Tenta resolver o problema de insuficiência da memória para todos os usuários.
  • Aloca espaço para programas que esperam por memória livre para serem processados.
  • O sistema escolhe um programa residente, que é levado da memória para o disco (swap out), retornando posteriormente para a memória principal (swap in) como se nada tivesse ocorrido.
  • Problema da realocação dos programas. O loader realocável permite que um programa seja colocado em qualquer posição da memória, porém a realocação é realizada no momento do carregamento.
  • Mecanismo ineficiente em função do tempo gasto para carregamento.
  • Uma alternativa é esperar que a região de memória usada pelo programa na ocasião do seu primeiro carregamento esteja disponível.
  • Realocação Dinâmica:
    • É a melhor solução, uma implementação no hardware dos computadores, permitindo que a realocação seja realizada durante a execução do programa.
    • Realizada através de um registrador especial denomidado registrador de alocação, que recebe o endereço inicial da região da memória que o programa irá ocupar no momento do carregamento do programa na memória.
    • Toda vez que ocorrer uma referência a algum endereço, o endereço contido na instrução será somado ao conteúdo do registrador, gerando assim, o endereço físico.
  • Essencial para a implementação de um sistema multiprogramável.
  • Permitiu um maior throughput através de um maior compartilhamento da memória.
  • Mais eficiente para programas onde existiam poucos usuários competindo por memória e em ambientes que trabalhavam com aplicações pequenas.
  • Seu maior problema é o elevado custo das operações de entrada/saída (swapped in/out).
9.5 – Memória Virtual
  • Combina memória principal e secundária;
  • Impressão da memória ser muito maior do que é;
  • Desvinculação do endereçamento feito pelo programa dos endereços físicos da memória principal;
  • Procura minimizar o problema de fragmentação da memória.

9.4.1 – Espaço de Endereçamento Virtual
  • Conceito próximo a vetores em linguagens de alto nível;
  • Referência a um componente do vetor sem preocupação com a posição da memória onde o dado está;
  • Programa no ambiente de memória virtual não faz referência a endereços físicos de memória (endereços reais), mas apenas a endereços virtuais;
  • Mapeamento – é a tradução do endereço virtual para o físico;
  • Espaço de endereçamento virtual – é o conjunto de endereços virtuais que os processos podem endereçar.
  • Espaço de endereçamento real – é o conjunto de endereços reais.
  • Apenas parte do programa pode estar residente na memória em um determinado instante;
  • O Sistema Operacional utiliza a memória secundária como uma extensão da memória principal.

9.5.2 – Mapeamento
  • Mecanismo que transforma os endereços virtuais em endereços reais;
  • Todo programa  precisa estar no espaços de endereçamento real para poder ser referenciado ou executado;
  • Atualmente, o mapeamento é realizado via hardware junto com o Sistema Operacional, de forma a não comprometer seu desempenho e torná-lo transparente aos usuários e suas aplicações;
  • A maioria das aplicações tende a fazer referência a um reduzido número de páginas, logo, somente uma pequena fração da tabela de páginas é necessária.
  • Memória associativa ou Translation Lookside Buffer – Hardware especial para mapear endereços virtuais para endereços físicos sem a necessidade de acesso à tabelas de páginas;
  • Quando um programa está em execução, existe uma tabela de mapeamento do processo no qual o programa executa. Se outro programa for executado no contexto de outro processo, o sistema deve passar a referenciar a tabela do novo processo. Toda vez que há mudança de contexto, o registrador é atualizado com o endereço da nova tabela.

9.5.3 – Paginação
  • Técnica de gerência de memória onde o espaço de endereçamento virtual e o espaço de endereçamento real são divididos em blocos do mesmo tamanho (páginas);
  • Páginas virtuais no espaço virtual e páginas reais ou frames (molduras) no espaço real;
  • Todo mapeamento é realizado a nível de página, através de tabelas de páginas, em que cada página virtual do processo possui uma entrada na tabela ETP;
  • Paginação por demanda  é quando as páginas dos processos são transferidas da memória secundária para a principal apenas quando são referenciadas.
  • Paginação Antecipada é o carregamento de páginas na memória antecipadamente, sendo que o sistema tenta prever as páginas que serão necessárias à execução do programa.
  • ALGORÍTMO DA PAGINAÇÃO.

9.5.3.1 – Working Set
  • Problemas:
    • Paginação exigem operações de E/S (que deve ser evitado) quando um processo faz referência a uma página que não se encontra na memória;
    • O Sistema Operacional deve se preocupar em ter um certo número de páginas na memória que reduza ao máximo a taxa de paginação dos processos e não prejudique os demais processos que desejam acesso a memória.
  • Observações:
    • Quando um programa começa a ser executado, percebe-se uma elevada taxa de page faults (páginas que não se encontram na memória), que se estabiliza com o decorrer de sua execução.
    • Localidade é a tendência que existe em um programa de fazer referências a posições de memória de forma quase uniforme, ou seja, instruções próximas.
    • A partir da observação da localidade Denning formulou o modelo de working set.
  • Working Set de um processo é o conjunto de páginas referenciadas por ele durante determinado intervalo de tempo, ou, segundo Denning, é o conjunto de páginas constantemente referenciadas pelo processo, devendo permanecer na memória principal para que execute de forma eficiente, evitando a elevada taxa de paginação (thrashing).
  • Sempre que um processo é criado, todas as suas páginas estão na memória secundária.
  • O Working Set deve Ter um limite máximo de páginas permitidas.

9.5.3.2 – Realocação de Páginas
  • Problema em decidir quais páginas remover da memória principal.
  • O Sistema Operacional deve considerar se uma página foi ou não modificada antes de liberá-la para outro processo, caso contrário, possíveis dados armazenados na página serão perdidos.
  • Sempre que uma página é alterada, um bit de modificação é alterado de 0 para 1, informando que a página foi alterada.
  • Melhor estratégia de realocação é escolher uma página que não será referenciada num futuro próximo. Tarefa difícil para o Sistema Operacional.
  • Principais estratégias usadas pelos sistemas operacionais para realocação de páginas:
    • Aleatória (random):
      • Não utiliza nenhum critério de seleção.
      • Consome menos recursos do sistema.
      • Raramente é utilizada.
    • First-In-First-Out (FIFO):
      • A página que primeiro foi utilizada será a primeira a ser escolhida.
      • Implementação bastante simples.
      • Necessário apenas uma fila.
    • Least-Recently-Used (LRU):
      • Seleciona a página utilizada menos recentemente, ou seja, a que está há mais tempo sem ser referenciada.
      • Estratégia boa, mas pouco implementada;
      • Grande overhead causado pela atualização, em cada página referenciada, do momento do último acesso, além do algoritmo de busca dessas páginas.
    • Not-Recently-Used (NRU):
      • Escolha da página que não foi recentemente utilizada (semelhante ao LRU).
      • Flag de referência – indica quando a página foi referenciada ou não.
      • Inicialmente, todas as páginas estão com o flag = 0, à medida que as páginas são referenciadas, o flag é modificado para 1.
    • Last-Frequently-Used (LFU):
      • Escolhe a página menos referenciada.
      • Existe um controle do número de referências feitas às páginas.
      • É escolhida a página que o contador tem o menor número de referências.
      • Problema – As páginas que entrarem mais recentemente no working set serão as que estarão com o menor número no contador.

9.5.3.3 – Tamanho da Página
  • Paginação leva a uma menor fragmentação, pois apenas poderá haver fragmentação na última página.
  • A fragmentação é conseqüência do tamanho da página.
  • Páginas pequenas, tabelas de mapeamento maiores, maior taxa de paginação e aumento do número de acesso à memória secundária, porém, menor fragmentação.
  • Tamanho da página associado ao hardware e varia de sistema para sistema, norlamente entre 512 bytes e 64 kb.

9.5.4 – Segmentação
  • Técnica de gerência de memória, onde os programas são divididos logicamente e em sub-rotinas e estruturas de dados e colocados em blocos de informações na memória
  • Segmentos – blocos de tamanhos diferentes com seu próprio espaço de endereçamento.
  • Segmentação X Paginação – Paginação com partes de tamanho fixo e segmentos com blocos de tamanhos variados e permite uma relação entre a lógica do programa e sua divisão na memória.
  • Cada entrada na tabela de segmentos possuí o endereço do segmento na memória física, informações sobre o tamanho do segmento, sua proteção e se ele está na memória ou não.
  • O Sistema Operacional mantém uma tabela com as áreas livres e ocupadas da memória.
  • A escolha da área livre a ser ocupada por um processo a ser carregado na memória pode ser a mesma utilizada no item Alocação Particionada Dinâmica (best-fit, worst-fit ou first-fit).
  • Apenas os segmentos referenciados são transferidos para a memória real.
  • Os programas devem ser bem modularizados para uma maior eficiência.
  • Existe também o problema da fragmentação e o problema da complexibilidade.

9.5.5 – Segmentação com Paginação
  • Permite a divisão lógica dos programas e segmentos e, cada segmento é dividido fisicamente em páginas.
  • Um endereço é formado pelo número do segmento, pelo número de página, contida nesse segmento, e pelo deslocamento dentro dessa página.
  • O endereço físico é obtido somando-se a posição inicial do frame e o deslocamento.

9.5.6 – Proteção
  • Necessária para impedir que um processo, ao acessar uma página/segmento do sistema, a modifique ou mesmo tenha acesso a ela.
  • No esquema de memória virtual, cada processo tem sua própria tabela de mapeamento e a tradução dos endereços é realizada pelo sistema, impedindo assim, que um processo tenha acesso a áreas de memória de outros processos, a não ser que tenham compartilhamento explícito.
  • A proteção deve ser realizada em nível de cada página/segmento na memória, utilizando-se as entradas da tabela de mapeamento, com alguns bits especificando permissões a cada uma das páginas/segmentos.

9.5.7 – Compartilhamento de Memória
  • Bastante útil para programas de código reentrante.
  • Bastante simples implementação do compartilhamento de código e dados entre vários processos, bastando que as entradas das tabelas de páginas/segmentos apontem para as mesmas páginas/segmentos na memória principal.
  • Reduz o número de programas na memória principal e aumenta o número de usuários compartilhando o mesmo recurso.
  • Segmentação X Paginação em relação ao compartilhamento:
    • O compartilhamento de segmentos é mais simples que o de páginas, pois as tabelas de segmentos mapeiam estruturas lógicas, como sub-rotinas e estruturas de dados.
    • Enquanto o mapeamento de um vetor necessita de várias entradas na tabela de páginas, na tabela de segmentos é necessária apenas uma única entrada.
    • O segmento pode variar seu tamanho durante a execução com o crescimento de um vetor, por exemplo, na paginação, isso implica na alocação de novas páginas.

9.5.8 – Swapping em Memória Virtual
  • Quando existem novos processos que desejam ser processados e não existe memória real suficiente, o sistema seleciona um ou mais processos que deverão sair da memória para ceder espaço aos novos processos.
  • Os critérios mais utilizados para a escolha são a prioridade,  escolhendo processos de melhor prioridade, e o estado do processo, selecionando os processos que estão no estado de espera.

9.5.9 – Thrashing
  • É a excessiva transferência de páginas/segmentos entre a memória principal e a memória secundária. Problema existente tanto em paginação quanto a segmentação.
  • Na paginação:
    • A nível de processo:
      • o working set de um processo pode ser pequeno demais para acomodar as páginas constantemente acomodadas referenciadas por ele, a solução é aumentar o tamanho do working set.
      • O thrashing também pode ocorrer pela não obediência do conceito da localidade, ou seja, o programa faz referência a comandos/dados localizados em páginas fora do working set do processo e a solução para isso é reescrever a aplicação.
    • A nível de sistema:
      • o trashing ocorre quando existem mais processos competindo por memória que espaço disponível.
      • O primeiro passo é a redução do tamanho dos working set dos processos, mas isso pode levar o thrashing a nível de processo.
  • Na segmentação:
    • Em nível de processo, quando a trasferência de segmentos é excessiva devido a modularização extrema do programa não seguindo o conceito da modularidade.
    • Em nível de sistema é semelhante ao caso da paginação.
  • Em qualquer caso, se existem mais processos para serem executados que a memória real disponível, a única solução é expandir a memória principal.
  • Este problema ocorre em todos os sistemas que possuem um mecanismo de gerência de memória.

 
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